Quando criei o blog pensei q estaria pronta pra colocar em prática aquilo que me deixa extremamente feliz, a escrita, escrever sobre as emoções, sejam elas as mais variadas, teriam o mesmo efeito q fazê-lo na caneta, mas para minha surpresa, o teclado não corresponde aos fatos...rs
Hoje resolvi enfrentá-lo. O teclado não fez parte da minha adolescência, claro q houve o tempo do asdfg, mas isso bastava para digitar, e não para expressar-se.
Se leu e não entendeu o asdfg, é pq tem menos de 30 anos.rs
Nossa vida pode ser contada sob vários aspectos, uma ocasião pode ser levada a sério ou fazer dela uma gde piada.
Essa é a história de duas aprendizes. Eu e a pessoa a qual chamarei de D., evidentemente que havia outras pessoas no local e na hora, mas é a minha história, minha versão e meu aprendizado.
Na década de 90, estava eu proprietária de uma pequena doceria, trabalhava mto, às vezes por 12h por dia. estávamos sempre precisando de pessoas pra lavar as louças, varrer, enfim um serviço sem fim...
Uma certa manhã tivemos uma gde encomenda e precisávamos de mais uma pessoa, uma pessoa que fosse rápida, tivesse inciativa, mas td tem uma razão de ser.
Apareceu a D.
Quieta, cerca de 30 anos, vinda do NE, tímida e devagar, mto devagar, mas a semana estava atribulada e lá vamos nós, sem perceber, sem notar que a pessoa sentia-se perdida, cada vez mais introspectiva e principalmente triste.
Mas a pessoa mais próxima dela não percebeu. Mto serviço, prazo de
entrega, filhas, marido, ksa...
Ao iniciar o trabalho já contava com as suas dificuldades, afinal ela não conhecia abridor de latas, batedeira, centrífuga, descarga de banheiro ela conheceu na viagem do Ne pra cá. (SP)
Comprávamos pão, torrávamos e fazíamos farinha de rosca.
Durante duas semanas pedia a ela q torrasse o pão e fizesse a farinha e nada. Ela apenas torrava os pães e os acondicionava em sacos.
Enqto havia eu não me importava mto, mas qdo vi q a farinha estava quase no final, comecei a insistir.
Uma tarde quase na hora de sua saida eu lhe disse q ela só iria embora qdo fizesse a farinha, ela calmamente pegou uma chaleira e passou a dar brilho.
Aquilo me irritou profundamente, oras, precisávamos da farinha e ela limpando chaleira?
Peguei a máquina pra fazer a farinha, coloquei sobre a mesa e comecei a moer pra q ela visse.
Ela começou a chorar e dizer q eu era louca, que bem q o irmão dela havia avisado, pegou o avental, colocou no rosto, chorava e gritava:
_Viici, como tu é loka! Tu num sabe q da farinha fazi o pão, mas do pão num fazi farinha. loka, loka!!!!!!!
O que ela gritava eu não entendia, não conseguia compreender, porque estava nervosa de ver o qto eu havia feito mal a ela.
Pedi, exigi q ela vivenciasse algo jamais visto por ela. Simples pra mim e complicado demais pra ela...
Ela aprendeu q do pão é possível fazer a farinha (rosca) e eu, bom, aprendi q não devemos exigir das pessoas algo q elas não possuem.
Não devemos pedir um abraço, um carinho ou mesmo atenção sem antes observar o q ela realmente pode nos dar.
Devemos evitar a frustração de ambas as partes.
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MESMA HISTÓRIA (ângulo diferente)
A louca era eu, será mesmo?
A tal da D. tinha cicatrizes no joelho e pulso, talvez tenha sido internada em alguma época da sua vida.
Agora, situe-se.rs
Ela não conhecia nem mesmo abridor de latas, era no mínimo singular.
Eu me perguntava, uai, mas como abria as latas, com facão?
Até q não resisti e ela me disse q onde morava não havia lata alguma pra ser aberta. Claro, idiota, eu!
Ela não conhecia descargas, de qualquer tipo, não parecia real. Quero dizer, ela não parecia real, parecia mais um alien em visita à Terra.
E, qdo pedia q fizesse a farinha, ela fazia uma cara de qm ia me matar. Tinha até medo, receava pela minha vida.ahahaha
O desfecho foi qdo me disse q eu queria um milagre, afinal trasformar pão em farinha, onde já se viu isso......é heresia.
Tb nessa versão aprendi algo.
Aprendi q qdo relembro dessa passagem, eu me divirto mto.
Sou tb um seromano, né?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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